A Alphabet, controladora do Google, anunciou uma expansão significativa de sua plataforma de anúncios em Modo IA, que deve chegar ao Brasil, ao México e ao Reino Unido nos próximos dois meses. Essa mudança visa adaptar a publicidade às novas dinâmicas de busca impulsionadas pela inteligência artificial, permitindo interações mais longas e conversacionais entre os usuários e o motor de busca.
A revelação foi feita por Shashi Thakur, vice-presidente de Google Ads, em um post no blog oficial da empresa. Inicialmente, a expansão do Modo IA já abrange dez países, incluindo nações como Austrália, Índia e Quênia, com planos para atingir novos mercados até o final do ano.
Segundo Thakur, as pesquisas realizadas no Modo IA tendem a ser três vezes mais longas que as buscas convencionais, possibilitando ao Google um melhor entendimento da intenção do usuário. Essa abordagem permite a exibição de anúncios mais relevantes e alinhados aos interesses dos consumidores. “Nossas pesquisas mostram que as pessoas se sentem confortáveis com anúncios no Modo IA e os acham altamente relevantes”, declarou o executivo.
Além disso, o Google está introduzindo anúncios multiturno nos Estados Unidos, que se adaptam às perguntas adicionais feitas pelo usuário durante uma interação com a IA. Esses anúncios também serão claramente identificados como “Patrocinados”, reforçando o compromisso da empresa em oferecer publicidade que agregue valor ao usuário.
Entretanto, essa iniciativa surge em um contexto desafiador para a Alphabet. As ações da empresa sofreram uma queda de 11,7% após a divulgação de resultados financeiros considerados insatisfatórios, especialmente no setor de publicidade nas buscas. Isso levanta questões sobre a capacidade da Alphabet de transformar seus investimentos em inteligência artificial em retornos financeiros adequados, em um cenário onde a pressão sobre os resultados é crescente.
Com a queda acentuada das ações, que chegou a 12,6% durante o pregão, os investidores estão reavaliando os custos relacionados ao desenvolvimento de IA, o que também afetou o índice Nasdaq. A expectativa é que a Alphabet e outras grandes empresas de tecnologia consigam encontrar uma maneira de equilibrar esses investimentos com receitas que justifiquem os gastos.



