A Anatel, Agência Nacional de Telecomunicações, anunciou nesta quarta-feira (28) uma nova exigência que promete mudar a forma como os usuários interagem com suas linhas de celular. A partir de agora, o reconhecimento facial será obrigatório para o cadastro e a manutenção de linhas móveis, uma medida que visa aumentar a segurança e combater fraudes.
Segundo o comunicado da agência, a iniciativa tem como principal objetivo criar um sistema de prova de vida que dificulte a criação de linhas utilizando dados falsos ou de terceiros. As operadoras de telefonia têm até dezembro de 2028 para recadastrar todos os usuários, com um cronograma que prevê a implementação gradual do sistema de verificação.
De acordo com as novas diretrizes, as linhas pré-pagas precisarão adotar a validação facial até 30 de setembro de 2027, enquanto as pós-pagas, assim como casos de portabilidade e mudanças cadastrais, devem se adequar até 31 de dezembro de 2027. Já o recadastramento dos usuários que ainda não tenham sido validados deverá ser concluído até o final de 2028. Após esse período, linhas não regularizadas correm o risco de suspensão e eventual cancelamento.
A validação facial será exigida tanto para pessoas físicas quanto para microempreendedores individuais (MEIs), com as imagens sendo comparadas a registros em bases de dados públicas ou privadas. Para facilitar o processo, as operadoras disponibilizarão a validação por meio de seus sites, aplicativos e pontos de atendimento. Caso o reconhecimento facial não esteja disponível, métodos alternativos poderão ser utilizados.
Essa mudança representa um passo significativo para a segurança nas telecomunicações, mas também levanta questões sobre privacidade e a adequação de todos os usuários a essa nova realidade. O desafio agora é garantir que a implementação seja feita de forma eficiente e respeitosa com os direitos dos consumidores.
Crédito da imagem: Ligações automáticas indesejadas, chamadas de "robocalls"



