terça-feira, 27/10/2026

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Uber evita pagamento de R$ 2,3 bilhões em ação movida por taxistas londrinos

A Uber obteve uma vitória significativa em um tribunal londrino ao derrubar duas ações judiciais que somavam quase £ 340 milhões (aproximadamente R$ 2,3 bilhões) em indenizações. Os processos, movidos por taxistas tradicionais de…

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A Uber obteve uma vitória significativa em um tribunal londrino ao derrubar duas ações judiciais que somavam quase £ 340 milhões (aproximadamente R$ 2,3 bilhões) em indenizações. Os processos, movidos por taxistas tradicionais de Londres e duas empresas de transporte privado, alegavam irregularidades na obtenção da licença de operação na capital britânica.

As alegações giravam em torno de informações que teriam sido apresentadas de forma “enganosa e imprecisa” à Transport for London, a autoridade responsável pelo transporte na cidade. A ação, que se arrastava desde 2024, buscava uma compensação de quase £ 200 milhões (R$ 1,35 bilhão) para cerca de 13 mil taxistas. Outra ação, promovida pelas empresas Kabbie e Iride, que já encerraram suas atividades, pleiteava cerca de £ 140 milhões (R$ 945 milhões).

No entanto, o juiz Simon Birt rejeitou os processos com base no prazo legal, argumentando que os autores poderiam ter descoberto a suposta fraude antes de 2018, o que tornaria as ações inadmissíveis. A Uber, que negou todas as acusações, comemorou a decisão, afirmando que isso encerra questões antigas que cercam sua atuação em Londres.

Enquanto isso, a insatisfação entre os taxistas é palpável. Um porta-voz da RGL Management, que representou os taxistas na ação, expressou a decepção com o resultado e destacou que estão avaliando as opções legais disponíveis. A disputa judicial não termina aqui; na próxima semana, a Uber enfrentará uma nova batalha contra a autoridade tributária britânica em um caso que envolve uma dívida fiscal de mais de £ 1 bilhão (R$ 6,75 bilhões).

Esse desenrolar de eventos reafirma a complexidade do cenário de transporte em Londres, onde a luta entre os tradicionais táxis pretos e as novas plataformas de mobilidade continua a ser um tema central nas discussões sobre regulamentação e concorrência na cidade.