A recente derrubada de um vídeo do cantor MC Cabelinho, em colaboração com o portal Revelando, pela Meta, proprietária do Instagram, levanta importantes questões sobre a aplicação das regras eleitorais e o uso de tecnologia nas plataformas sociais. O conteúdo abordava a polêmica acusação de que Flávio Bolsonaro teria atuado como funcionário fantasma no gabinete de seu pai, Jair Bolsonaro, quando ainda era adolescente.
MC Cabelinho expressou seu descontentamento em sua conta no Instagram, informando aos seguidores que o vídeo ainda poderia ser acessado no YouTube, além de questionar a decisão da Meta. O Revelando, por sua vez, fez uma nova postagem logo após a remoção, reafirmando sua posição e continuando a discussão sobre o tema.
A Meta justificou a exclusão do vídeo com base em uma resolução do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que proíbe a publicação de conteúdos gerados ou editados por inteligência artificial nas 72 horas que antecedem a votação, no dia das eleições e no dia seguinte. Essa medida, segundo a empresa, é uma forma de garantir a integridade do processo eleitoral e evitar possíveis manipulações por meio de tecnologia.
Os atores Gregório Duvivier e Fábio Porchat, em apoio ao Revelando, criticaram a decisão da Meta em vídeos compartilhados na plataforma. Duvivier descreveu a situação como um boicote, enquanto Porchat ironizou a frequência com que o portal tem enfrentado problemas semelhantes com a plataforma.
Vale destacar que essa não é a primeira vez que o Revelando enfrenta dificuldades com a Meta. Em setembro, o portal teve sua conta suspensa após a veiculação de um vídeo que investigava relações entre instituições financeiras e religiosas. O Revelando questionou publicamente os motivos por trás dessas restrições, levantando a preocupação sobre o acesso à informação e a transparência em questões de interesse público.
Esta situação ocorre em um momento crítico, a poucos dias do segundo turno das eleições, quando a Meta já havia sido instada pelo TSE a garantir um tratamento equitativo para as campanhas de todos os candidatos. A empresa assegurou que estava tomando medidas para evitar discriminações nas publicações políticas.
O debate sobre a regulação de conteúdos políticos nas redes sociais e o uso de inteligência artificial se intensifica à medida que as eleições se aproximam, e a vigilância sobre plataformas como a Meta se torna ainda mais crucial para a integridade do processo democrático.




