terça-feira, 27/10/2026

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A transformação das lojas físicas: como os brasileiros estão reformulando suas experiências de compra.

A dinâmica do varejo tem se transformado de maneira significativa, e a primeira edição do Radar Smollan, divulgada em agosto, revela um panorama intrigante sobre o comportamento dos consumidores. De acordo com a pesquisa,…

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A dinâmica do varejo tem se transformado de maneira significativa, e a primeira edição do Radar Smollan, divulgada em agosto, revela um panorama intrigante sobre o comportamento dos consumidores. De acordo com a pesquisa, 76% dos participantes afirmaram que já visualizaram um produto em uma loja física e optaram por finalizá-lo online. Essa tendência de “showrooming” evidencia um desafio crescente para as lojas tradicionais: como se manter relevantes em um cenário onde as compras online se tornaram tão acessíveis?

O comércio varejista enfrenta um momento delicado, com a necessidade de reavaliar suas estratégias para se adaptar a um consumidor que, cada vez mais, pesquisa preços pela internet antes de visitar uma loja. A pesquisa também indicou que 81% dos entrevistados costumam buscar informações online antes de decidir pela compra física, e 87% já saíram de uma loja com um produto diferente do que inicialmente planejavam.

Renato Vechiatto, COO da Smollan para a América Latina, observa que, embora o digital tenha mudado a forma com que os consumidores chegam às lojas, a influência do ponto de venda ainda persiste. “O consumidor chega mais informado e, muitas vezes, já com uma decisão em mente, mas fatores como preço e experiência de compra ainda têm um papel crucial na hora da escolha”, explica Vechiatto.

Um dado interessante da pesquisa é que, apesar da facilidade de compra online, a experiência de tocar e avaliar produtos pessoalmente continua atraindo consumidores às lojas físicas. Quase metade dos entrevistados (46,1%) valoriza essa vivência, enquanto 29,2% preferem a conveniência de sair da loja com o produto em mãos. Porém, essa preferência varia conforme a categoria do produto, com itens como carnes e hortifrútis sendo adquiridos majoritariamente em lojas físicas, enquanto eletrônicos apresentam um perfil de compra mais diversificado.

A importância do preço e da disponibilidade dos produtos foi ressaltada, com 77,7% dos entrevistados citando o preço como um fator decisivo na compra. As promoções também têm um peso considerável, atraindo 59,6% da atenção dos consumidores nas lojas. No entanto, a falta de produtos em estoque é um ponto crítico, com 57% dos entrevistados afirmando já terem desistido de uma compra por não encontrarem o que buscavam.

Para os varejistas, a solução não é competir com o comércio eletrônico, mas sim oferecer uma experiência física que complemente a jornada digital. Vechiatto sugere que, mesmo que não seja possível igualar os preços online, as lojas podem apresentar alternativas que convençam os consumidores a finalizar a compra. Isso inclui a capacitação de vendedores para garantir uma experiência única e a integração entre os canais físico e digital, que se mostra fundamental para evitar a perda de vendas.

As mudanças no comportamento do consumidor exigem uma adaptação contínua por parte dos varejistas. Em um ambiente onde os custos operacionais são altos, a priorização de lojas mais eficientes e o uso de formatos menores são tendências que se destacam. Assim, a loja física não desaparece, mas passa a ter um novo papel no ecossistema de compras, com a expectativa de que a integração entre os canais contribua para um futuro mais sustentável e rentável para o varejo.

Crédito da imagem: Foto: Pixabay — GPoulsen (pixabay)