O lançamento do iPhone Duo, realizado na última sexta-feira (23), pela Apple, não tem sido apenas motivo de celebração entre os consumidores. Donos do novo celular dobrável começaram a relatar um problema preocupante: a tela do dispositivo apresenta pontos mortos e manchas logo nas primeiras horas de uso. A questão, já apelidada de “crackgate” pela mídia internacional, levanta sérias dúvidas sobre a qualidade do produto da gigante de tecnologia.
Conforme o site de tecnologia “Ars Technica”, o defeito ocorre na tela interna do aparelho, especificamente na área em torno da dobradiça. Os usuários notam a formação de uma linha branca tanto na horizontal quanto na vertical, que se assemelha a um retângulo. Além disso, há o risco do que são chamados de “pixels mortos”, onde pontos de iluminação da tela deixam de funcionar completamente.
Esse tipo de falha não é algo raro; relatos indicam que os problemas podem surgir já na primeira configuração do dispositivo, logo após a abertura da caixa. Embora os consumidores esperem um padrão de excelência da Apple, a resposta da marca parece ser insuficiente, especialmente considerando a alta demanda pelo iPhone Duo, que no Brasil pode chegar a custar até R$ 31 mil. A troca do aparelho se torna uma tarefa complicada, já que as lojas enfrentam escassez de estoque.
Mark Gurman, repórter da Bloomberg, compartilhou com seus seguidores no X que a Apple está ciente do problema, embora afirme que ele afete apenas um “pequeno número de unidades”. Ele orienta os compradores a entrarem em contato com o suporte técnico da Apple caso identifiquem falhas em seus dispositivos.
Investigando a fundo, o site “The Verge” noticiou que um youtuber coreano, CuriousHagi, pode ter descoberto uma possível causa para as falhas nas telas: uma peça fina na dobradiça interna que pode se soltar e pressionar o display, resultando nos erros reportados. Apesar de alguns testes realizados em laboratórios apontarem que o iPhone Duo pode resistir a mais de 55 mil dobras sem falhas, a incidência de problemas logo após a compra gera uma preocupação legítima entre os consumidores.




